sexta-feira, 4 de julho de 2008

Forgetting Sarah Marshall


Em primeiro lugar, o filme em português foi transcrito como “Um Belo Par de Patins", mais um caso para ficar nos anais da história dos títulos bem traduzidos para português…eu não sei quem faz mas que fazem um trabalho realmente notável, lá isso fazem…uma salva de palmas para eles! Clap Clap!

Forgetting Sarah Marshall, é uma comédia com o cunho do Jude Apattow, senhor que fez, Virgens aos 40, e mais recentemente, Superbad e Knocked Up, e claro seria impossível de não fazer referência com uma das minhas séries de TV preferidas… Freaks and Geeks, que há uns anos passou na SIC Radical…


Bem o filme é sobre um casal apaixonado, Sarah (Kristen Bell) uma actriz de uma série de TV e Peter (Jason Siegel) o criador musical da referida série…bem mas nem tudo são rosas e ela acaba com ele porque como já estamos habituados, trocou por outro rapaz do mundo do espectáculo…nota interessante para o rompimento ter sido feito com o rapaz em pelota, que balança com o final do filme;)


Peter começa a sofrer de uma maneira totalmente desmedida…mesmo tentando recomeçar outras relações mas não consegue…até ao ponto de chorar quando acaba a sua performance sexual…enfim, o rapaz está de rastos…


Em conversa com um amigo, resolve ir para o Havai, para ver se consegue livrar-se do fantasma da ex-namorada, mas, azar do caraças, a ex-namorada está no mesmo hotel onde ele está alojado…apesar de se pensar que irão ser umas férias completamente arruinadas, não será assim tão linear, graças à recepcionista, a actriz de origens ucranianas, Mila Kunnis (conhecida por trabalhos em That 70’s Show e mais recentemente, Family Guy) que interpreta o papel de Rachel. Ao conhecer Rachel Peter começa a descobrir-se e a encontrar forças para ultrapassar o fantasma Sarah…


De salientar alguns takes com alguma piada…denominadamente o “Nothing Compares” da Sinead O’Connor nos créditos mas cantado em Havaiano;)


Não é um mau filme, mas não acrescenta nada de novo nas comédias românticas, por isso:

Veredicto: Sí (2.5 em 5)

AMERICAN PSYCHO



Anos 80. Década marcada pela gestão de Reagan que será para sempre recordada como o pico do excesso, o cume do consumo desenfreado. Período da moral corrompida, movimentavam-se predadores como Patrick Bateman, a figura principal do livro de Bret Easton Ellis. A realizadora Mary Harron soube ver o potencial desse livro e decidiu pegar na controversa obra de culto, adaptando-a para o cinema no ano 2000. O resultado? Muito bom, embora em Portugal a coisa não tenha sido lá muito bem recebida: o filme chegou bastante atrasado às salas e a recepção por parte do público marcou-se, mais ou menos, pela indiferença. (sabem o que é vocês mereciam??).
American Psycho é um thriller carregado de sarcasmo e humor negro, centrado na alta sociedade nova-iorquina. É lá que encontramos Bateman, um bem sucedido yuppie de Wall Street, dono de uma vida aparentemente glamourosa. Nada é deixado ao acaso na existência do Patrick: a casa é luxuosa, os fatos são de alta-costura, o acesso a restaurantes da moda é fundamental e o tratamento excessivo do corpo, uma necessidade básica. Solitário e narcisista, Bateman entra em disputa com os seus colegas de trabalho para averiguar qual deles possui o mais requintado cartão de contacto! Entre a sua namorada loura e oca (que desconhece o verdadeiro "eu" do seu mais que tudo) e a sua amante viciada em drogas, o jovem dedica-se a um "desporto" repleto de rituais muito atípicos: mata prostitutas de rua, sem-abrigo e colegas de profissão que não suporta. Tudo com o maior dos preparos e enquanto faz a sua crítica musical sobre os artistas e hits do momento que mais aprecia.
O filme é uma provocação de uma ponta à outra. É uma sátira elegante e inteligente a uma classe social alienada e hedonista onde a moral e a ética constituem conceitos vagos. Para além da excelente revisitação dos comportamentos superficiais e paisagens da época, Mary Harron. A psique distorcida e as acções sádicas de Patrick Bateman mais parecem um prolongamento empolado daquilo que se passa na arena social e profissional onde ele tenta impor-se constantemente.
A performance de Christian Bale é extraordinária. Há momentos em que o actor atinge a excelência dramática. Noutros, é simplesmente hilariante
De louvar é também o fabuloso final, uma espécie de anti-clímax que desvenda a desorientação a todos os níveis do tresloucado empresário. Imprescindível!

Classificação final: Síííííííííííííííííííííííííííííí (9/10)